Polícia

Há três anos, presos faziam rebelião com mortes e decapitação em MS

Rebelião durou 15 horas (Foto: Divulgação, PC)

Na tarde de uma quinta-feira, 4 de agosto de 2016, presos davam início à rebelião no Presídio de Segurança Máxima de Naviraí, que terminou com duas mortes e durou 15 horas. O ato foi considerado na época uma forma que os internos encontraram para que desafetos fossem transferidos daquela unidade.

Por volta das 15 horas, os presos deveriam retornar para as celas após o banho de sol, mas se recusaram, iniciando a movimentação. Foi ali que eles deram início à rebelião, alegando que queriam a transferência de alguns internos. A briga entre os próprios presos não envolveu agentes penitenciários e após o princípio da rebelião, forças policiais foram acionadas.

Vários vídeos feitos pelos próprios detentos com aparelhos celulares foram divulgados via WhatsApp no dia da rebelião. Os internos alegavam que a rixa entre as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) teria motivado a rebelião, já que presos exigiam a transferência dos supostos desafetos.

Fernando Florentino da Silva e Luiz Fabiano Bezerra foram dois assassinados durante a rebelião, ambos cumpriam pena por tráfico de drogas. Fernando chegou a ser decapitado e os internos divulgaram imagens “jogando futebol” com a cabeça da vítima. Batalhão de Choque e outras equipes da Polícia Militar contiveram a rebelião após 15 horas, já na manhã do dia 5. Foi providenciada em urgência a transferência de 52 presos para outras unidades penais.

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