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São Paulo sobrevive e chega forte para a final de domingo

Marcos Ribolli

O São Paulo teria bons argumentos para justificar uma eventual má atuação no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, neste domingo, contra o Corinthians. Mas eles não foram necessários. O time sobreviveu a seus problemas e jogou bem, apesar da decepção no placar: um 0 a 0 pouco condizente com a superioridade do time de Cuca no gramado do Morumbi.

A expectativa era por algum resultado que desse conforto para o segundo jogo. Afinal, o desafio é dos grandes: será na casa do adversário, um time mais pronto, com sequência de trabalho. Mas o São Paulo dá sinais de que, com uma semana de treinos pela frente, poderá chegar a Itaquera mais forte do que chegou ao Morumbi. Algumas razões práticas:

-O time não teve Pablo, com dores na panturrilha. Se ele conseguir se recuperar até lá, o ataque melhora. E precisa: são três jogos sem fazer gols.

-Liziero também esteve fora do primeiro jogo, com problema muscular. Sem ele, Cuca teve que mudar a formatação do time e apostar em Gonzalo Carneiro. O volante fará exames para saber se tem chances de voltar ao time em Itaquera.

-Antony, a melhor via de acesso ao ataque do São Paulo no ano, sentiu fraqueza no clássico. Debilitado, rendeu muito abaixo do que é capaz. Foi uma situação excepcional, que tende a não se repetir no segundo jogo.

-Hernanes, com mais uma semana de treinos, pode se candidatar a voltar ao time. Ele só teve condições de jogar o segundo tempo neste domingo. Quando entrou, melhorou a equipe, graças a sua evidente superioridade técnica.
São, entre desfalques e fragilidades, quatro peças que dão outro peso ao time. Se já foi bem no primeiro jogo, o São Paulo pode ir melhor no segundo.

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