Polícia

Júri de PRF acusado de matar empresário a tiros, adiado em abril, começa em Campo Grande

Foto: Jaqueline Naujorks/TV Morena

Teve início nesta manhã (30), no plenário do Tribunal do Júri, no Fórum de Campo Grande, o julgamento do policial rodoviário federal Ricardo Su Moon, acusado de matar a tiros o empresário Adriano Correia do Nascimento, em 2016, após briga de trânsito. Sete jurados participam, sendo cinco homens e duas mulheres.

O primeiro a falar foi Vinicius Ortiz, que também estava na caminhonete da vítima, na época adolescente. Ele disse que foi alvejado nas pernas e desmaiou quando o carro bateu. Enquanto isso, o réu estaria conversando com os policiais. Antes, o menino ainda comentou que eles em um “botequinho”, antes de ir pra boate, ocasião em que "tomaram cerveja" e, na boate, "vodca com energético". Porém, questionado sobre Adriano, ele disse: “Eu não sei se ele estava alcoolizado, mas ele tinha bebido”.

Nesta quinta-feira, no entanto, o rapaz desmentiu que o Adriano estava bêbado. O advogado de defesa, Renê Siufi, perguntou: “No depoimento o senhor disse que ele [Adriano] estava alcoolizado, o senhor desmente isso?”. E ele responde: “Desminto".

Diante a todas as declarações, Moon permanece em silêncio. O próximo a falar foi o padastro de Vinicius, Agnaldo Spinosa da Silva, que também estava no interior da caminhonete. “Ele desceu e começou a xingar a gente, chamou de vagabundo, de bêbado”, alegou. Na sequência, a testemunha contou que o agente pegou o telefone e informou que acionaria a polícia, quando "Adriano pediu desculpas 3 vezes”.


“Pedimos a identificação e ele falou que não ia mostrar naquele momento nada pra gente, eu fui pro lado da caminhonete, ele puxou a arma e apontou para mim, eu levantei as mãos e depois o Adriano me chamou e eu voltei para a caminhonete”, emendou.

Agnaldo ainda confessa que todos, ele, Adriano e Vinicius, ingeriram bebida alcoólica. “Ingerimos bebida alcoólica sim, eu era responsável por ele [Vinicius, que era menor]”. Na sequência, ele admitiu que o réu chamou a polícia. Quando perguntado pela defesa se está ciente que Adriano estava cometendo um crime por dirigir embriagado, ele respondeu:

“Todo mundo comete um crime. A gente tinha bebido”, mas, não afirma que estivesse embriagado, “eu não fiquei perto dele na boate”

O depoimento agora segue com o agente. Plenário está lotado de familiares da vítima e policiais.

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