Polícia

Demitido por estupro, ex-oficial da PM diz correr risco de morte e vai para prisão domiciliar

Foto: Midiamax

Condenado a 14 anos em regime inicial fechado pelo estupro de uma jovem no ano de 2003, em Jardim, o ex-oficial da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Márcio Villassanti Romero, cumpre pena em prisão domiciliar desde maio, com uso de tornozeleira eletrônica.

A defesa entrou com recurso pedindo que ele não ficasse no Estabelecimento Penal de Regime Aberto, na Vila Sobrinho, pois corria risco de morte, uma vez que havia chefiado unidades operacionais especializadas da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).

O advogado Fabrício Grubert sustentou no recurso que, por conta de sua atividade, Márcio ficou conhecido pelos criminosos da região e poderia ser alvo de represália. “ […] sendo que o mesmo se for transferido para o Presídio Aberto correrá risco iminente de morte, pois com certeza encontrará alguém que ele mesmo prendeu lá”.

Ele alegou ainda que, apesar da existência de celas especiais na unidade, o maior perigo era no momento em que o ex-militar chegava e saía, oportunidade em que se encontrava com outros presos. Diante do pedido, o juiz Albino Coimbra Neto da 2ª Vara de Execução Penal, deferiu o recurso.

O magistrado concedeu benefício de prisão domiciliar com medidas cautelares, por meio do uso de tornozeleira eletrônica.. Entre elas, Márcio deverá permanecer em seu domicílio, entre 19 horas e 6 horas da manhã seguinte. Aos domingos e feriados deverá permanecer período integral na própria residência.

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