Polícia

Casal foi morto em “queima de arquivo” de crime cometido dias antes

Foto: Osvaldo Duarte

O crime brutal registrado na madrugada de sexta-feira (7/6) na Aldeia Bororó, Reserva Indígena de Dourados, ocorreu por ‘queima de arquivo’. Conforme o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Rodolfo Daltro, uma das vítimas, Osvaldo Ferreira, 38, sabia que Gelso de Oliveira Arevalo, 38, teria sido o autor do assassinato de Felismar Benites Ortiz, 28, ocorrido no dia 3 de junho.

Além de Gelso, Geovane da Silva Vasques, 18, também foi preso em flagrante na manhã de sábado (8/6) com auxílio de lideranças indígenas.
Eles confessaram ter matado Osvaldo e a mulher, Rosilene Rosa Pedro, 34, com receio de que contassem sobre o crime anterior. A mulher ainda foi estuprada por ambos.

De acordo com o delegado, no início das investigações os policiais civis perceberam que a residência do casal ficava próximo do local onde o corpo de Felismar havia sido encontrado.

“Quando fomos investigar a cena do crime, observamos que era muito próximo de onde ocorreu o crime de Felismar e surgiu a hipótese de Osvaldo ter visualizado o autor [do assassinato] e ter sido morto em uma queima de arquivo”, relatou Rodolfo Daltro.

Após a prisão dos suspeitos, Gelso confessou o homicídio do dia 3 e também a ‘queima de arquivo’.

“Gelso disse que matou Felismar e estava com medo de Osvaldo denunciar ele. Com a ajuda do outro rapaz [Geovane], assassinou o homem. Os dois também estupraram a mulher em seguida e a mataram”, disse.

Ainda conforme Daltro, o filho do casal, menino de 9 anos, teria presenciado toda a cena. No momento em que a dupla esfaqueava a mãe, ele conseguiu fugir e se abrigou em uma árvore, onde passou a noite.

Ao amanhecer, a criança se deslocou até a escola onde estuda e relatou aos professores sobre a morte dos pais.

Gelso e Geovane foram presos em flagrante após lideranças indígenas os localizarem na região da Perimetral Norte. A polícia agora representará pela prisão preventiva de ambos.

Frieza

O delegado do 1º Distrito Policial, Gabriel Desterro, que realizou o flagrante no dia em que os suspeitos foram presos, afirmou que durante o depoimento de ambos, ficou clara a frieza como cometeram o ato.

“A crueldade impressiona, não só por todo o fato ter sido feito na presença de uma criança, mas também por ter ocorrido uma premeditação. Durante todo o interrogatório, ficou claro que o crime foi para encobrir o outro homicídio”, relatou.

Gelson e Geovane responderão por duplo homicídio e estupro nesse caso. O primeiro ainda terá que responder pela morte de Felismar Benites.

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