Polícia

Mensagens em celulares entregaram participação de delegado e mais 11 em sumiço de cocaína

Delegado Carlos Delano durante coletiva de imprensa sobre sumiço de cocaína. (Foto: Leonardo de França)

Quebra de sigilo de dados encontrou mensagens que apontam para o envolvimento do delegado Eder de Oliveira e de mais 11 pessoas no sumiço de 101 quilos de cocaína, descoberto no dia 10 de junho, na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, a 143 quilômetros de Campo Grande.

Eder está há 19 anos na corporação, já serviu nas cidades de Rio Verde, Juti e Rio Negro, e responde a um processo criminal e processos administrativos. Com ele foi apreendida uma arma de numeração raspada, motivo pelo qual responde por posse ilegal de arma de fogo. Não é descartada participação de mais pessoas.

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (24), em Campo Grande, o delegado Carlos Delano, responsável pelo inquérito, e Marcelo Vargas, delegado-geral da Polícia Civil, explicaram como se deram as prisões, no entanto, não revelaram detalhes sobre como a droga desapareceu da delegacia.

Conforme relatado, o entorpecente havia sido apreendido no dia 31 de maio e ficou por pouco mais de uma semana na unidade. Entre os dias 6 e 7, metade do material sumiu. No dia 10, foi constatado que os 101 quilos haviam sido levados. A partir de então, a Corregedoria iniciou minuciosa investigação.

Por meio da quebra do sigilo de dados foram descobertas mensagens trocadas por celular que apontam ligação do delegado, como se ele tivesse facilitado a retirada. Além dele, também foram presos uma advogada e o marido dela, um homem dono do automóvel Corolla usado para transportar a droga, a esposa dele e o pai dele, bem como quatro presos por atraso no pagamento de pensão alimentícia e dois presos do semiaberto.

Comentários