Justiça nega liberdade a coronel preso em operação contra Máfia do Cigarro

O oficial da Polícia Militar foi preso em 15 de maio, durante a última fase da operação Oiketicus

| ALINE DOS SANTOS / CAMPO GRANDE NEWS


Kleber Haddad Lane foi diretor do Departamento de Operações de Fronteira. (Foto: Dourados News)

Réu em operação contra a Máfia do Cigarro, o coronel Kleber Haddad Lane teve pedido de revogação de prisão preventiva negado pela Auditoria Militar. A Justiça também foi contra prisão domiciliar para o oficial da PM (Polícia Militar).

Segundo a decisão, a prisão foi mantida com base em três pontos do Código de Processo Penal Militar: garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do acusado.

O oficial está preso desde 15 de maio, durante a última fase da operação Oiketicus, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), um braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

O coronel foi diretor do DOF (Departamento de Operações de Fronteiras) e era titular da Superintendência de Assistência Socioeducativa, ligada à Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).

A denúncia cita compra de uma fazenda à vista em Aquidauana, por R$ 205 mil, e depósitos de R$ 155 mil nas contas dele e da esposa como comprovação de recebimento de vantagens indevidas.

Advogado do oficial, José Roberto Rodrigues da Rosa afirma que vai entrar com pedido de habeas corpus no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). “Infelizmente, o juiz não analisou profundamente as teses que lancei mão, desconstituindo praticamente toda a prova da acusação. Já juntei todas as provas, inclusive para absolver o Kleber', diz.

A Oiketicus investiga o envolvimento de policiais com a Máfia do Cigarro, com pagamento de propina para que o produto contrabandeado do Paraguai passe livremente por Mato Grosso do Sul.



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